Cabelos longos e escuros, olhar sombrio e sorriso travesso. Mãos débeis de unhas vermelhas que seguram uma lapiseira ao invés da típica caneta de tinta azul. Parece escrever mas tem o olhar fixo no tecto branco que contrasta com a parede cor de rosa ao seu lado. Talvez busque concentração, talvez se tente abstrair da luminosidade que entra pela janela. Está sentada mas posso alvitrar que é de porte médio, e apostaria mil coroas em como estou certo! Os traços suaves deixam transparecer uma ingenuidade comedida que se mistura com uma frialdade autêntica. Uma figura deveras estranha. Enquanto singela como uma criança é sagaz como uma mulher madura. Uma idosa taciturna no corpo de uma senhorita dissimulada. A consumição para a minha alma no que encanta os meus olhos. Assim a vejo.
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